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06/05/2010 15:35

Seminário analisa impactos do racionamento elétrico

No Rio, pesquisador do Ipea mostra comparação entre firmas afetadas e não afetadas pelo racionamento de 2001-2002

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou na quarta-feira, 5,  em sua representação no Rio de Janeiro, o seminário Como firmas reagem a restrições de infraestrutura elétrica? O Caso do racionamento de 2001-2002. O palestrante foi o Técnico em Planejamento e Pesquisa Lucas Ferreira Mation, da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Ipea.

O expositor abordou o racionamento elétrico no Brasil, que ocorreu entre junho de 2001 e fevereiro de 2002. Na apresentação, ele destacou que a inovação do trabalho é acoplar o “quase experimento” do racionamento à estratégia de identificação de impactos de restrições elétricas no nível das firmas. “O racionamento afetou várias regiões. E nesta tese, comparamos as firmas afetadas com as não afetadas”, explicou.

As regiões atingidas foram o Norte, o Nordeste, o Centro-Oeste e Sudeste. O nível dos reservatórios havia caído em todas as regiões, à exceção da Região Sul. “Segundo o governo, o Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) apontava probabilidade de racionamento tão alta quanto a Sudeste, mas, no segundo semestre de 2000, houve muitas chuvas atípicas e os reservatórios puderam se recompor. A partir daí, o quadro mudou”, disse o Técnico.

De acordo com o trabalho apresentado, o racionamento brasileiro afetou as firmas porque não havia a expectativa de que isso pudesse ocorrer. Não houve tempo suficiente para que fossem adotadas medidas preventivas. “O racionamento não foi previsto, e a sociedade foi pega de surpresa. Mesmo assim, vale lembrar que houve uma ajuda voluntária dos consumidores”, ressaltou Lucas Mation. Os dados do trabalho se basearam na Pesquisa Industrial Anual (PIA).

 

 
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