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| 06/07/2010 10:12 |
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Ipea e Iphan discutem mobilidade em áreas tombadas Programação continua nesta terça-feira, 6, com debate sobre plano de mobilidade e acessibilidade e conclusões As malhas das cidades históricas com suas especificidades e condicionantes devem ser levadas em consideração ao se criar um plano de mobilidade. Esse foi um dos temas abordados na Oficina Técnica do Programa Nacional de Mobilidade e Acessibilidade em Áreas Tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O evento, que está sendo realizado na sede do Ipea em Brasília (SBS 1 Bloco J, Ed. BNDES) desde a última segunda -feira, 5, termina hoje. Na primeira parte, na manhã do dia 5, o debate foi sobre Diretrizes para o Programa de Mobilidade e Acessibilidade em Áreas Tombadas. As apresentações couberam a Yole Medeiros, Coordenadora Geral de Cidades e George da Guia, Coordenador do Programa de Mobilidade e Acessibilidade em Áreas Tombadas, ambos do Iphan; e Carolina Cavalcanti, da Secretaria Nacional de Programas Urbanos (SNPU) e Higor Guerra, da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (Semob), ambos do Ministério das Cidades. Os palestrantes discutiram temas como o Programa Nacional de Mobilidade e Acessibilidade em Áreas Urbanas Tombadas pelo Iphan, a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, o Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais e o projeto de lei 694/1995, sobre mobilidade urbana, que tramita no Senado Federal. Preservação do patrimônio Carlos Henrique de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, e Nazareno Stanislau, coordenador da Associação Nacional dos Transportes Públicos e diretor da ONG Rua Viva, participaram como debatedores. Carlos alertou que as políticas de mobilidade priorizam a eficácia e se preocupam mais com a otimização dos recursos, deixando de lado a efetividade da equidade e do desenvolvimento sustentável. Segundo o pesquisador, ao se discutir áreas tombadas, torna-se mais urgente ainda colocar em primeiro plano a preservação do patrimônio. Para tanto, em vez de seguir a lógica das cidades de veículos grandes e pesados, os transportes urbanos coletivos devem ser menores e menos poluentes, para não danificar o patrimônio histórico com a trepidação e a poluição. Novas tecnologias como o mini e o midi-ônibus; o uso do diesel S50, com menos enxofre; os veículos elétricos; e os veículos leves sobre trilhos (VLT) também devem ser pensadas em um novo conceito de mobilidade que humanize o trânsito, priorize os pedestres e o transporte público. O pesquisador do Ipea mostrou que o aumento das motocicletas é tema de preocupação. “Daqui a dois anos e meio, serão vendidas mais motocicletas do que automóveis. Esse crescimento representa mais acidentes e conflitos com os pedestres.” Carlos defendeu também que a política de Estado privilegie o transporte coletivo com tributações, pedágios urbanos e políticas de preços altos para estacionamento de carros. Nazareno apontou que a política atual tem o objetivo de universalizar o acesso ao automóvel. Ele defende que o Estado, assim como financia a indústria automobilística, também deveria investir no transporte público, e não deixar que predomine uma lógica de mercado. “Essa política de mobilidade suicida, com mais mortes, atropelamentos, congestionamentos, acidentes e poluição, é insustentável”, acusou Nazareno. À tarde, foram apresentados os Planos de Mobilidade e Acessibilidade do Centro Histórico de Paranaguá e de Lacuna. Nesta terça-feira, Veja a apresentação sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano Veja a apresentação sobre o Programa de Mobilidade e Acessibilidade em Áreas Tombadas |
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