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31/08/2012 11:36

Nova publicação discute economia da informação


Lançamento do livro Tecnologias da Informação e Comunicação ocorreu nesta quinta, 30, na sede do Ipea

Nesta quinta-feira, 30, a Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset) do Ipea lançou o livro Tecnologias da Informação e Comunicação: competição, políticas e tendências. O diretor-adjunto da Diset, Lucas Ferraz Vasconcelos, destacou que o projeto começou em 2010 e reúne vários pesquisadores em torno de um tema de importância mundial. “As tecnologias da informação e comunicação formam uma cadeia ampla e importante não só pela alta produtividade, mas pela capacidade de indução a outros setores”, disse.

A publicação contém nove capítulos, escritos por 13 autores, que fazem resgate histórico do setor, quanto a equipamentos e conteúdo, e traçam também diagnósticos quanto às políticas públicas para o setor. Coordenado por Luis Claudio Kubota, Rodrigo Abdalla, Márcio Wohlers e Fernanda De Negri, o livro foi realizado por pesquisadores do Ipea e também colaboradores externos. Abdalla e Wohlers também participaram do lançamento.

“As empresas brasileiras ainda são muito pequenas e concorrem com empresas internacionais muito grandes, que têm faturamentos na ordem de bilhões de dólares. Atuam de forma muito secundária, visto que em outros países há forte valorização da propriedade intelectual. Além disso, o dinamismo e demanda dessas empresas estrangeiras são muito fortes”, afirmou Kubota, que organizou a edição da publicação.

Políticas públicas
Segundo ele, as políticas públicas brasileiras favorecem muito a produção de aparelhos e equipamentos, e o setor de software e serviços ainda tem grande déficit quanto à regulação e instrumentalização estatal. “É preciso levar em conta também que o ambiente acadêmico precisa entrar em maior sintonia com a iniciativa privada, como meio de gerar capital humano e cooperação entre a pesquisa e a aplicabilidade da criação de conteúdos e inovações para informação e comunicação”, argumentou.

“O mercado é global, e as políticas públicas devem levar essa característica em consideração. O Brasil é claramente um mercado seguidor, e é injusto esperar que as empresas nacionais estejam na fronteira dessa disputa econômica, quando o país está cerca de quatro anos atrasado em relação aos países que mais produzem e inovam em tecnologias para a informação e a comunicação”, concluiu Kubota.

Os artigos reunidos na obra tratam de outros temas: apropriação de valores na cadeia da televisão por assinatura; o perfil e a dinâmica do emprego na área de telecomunicações; segurança cibernética; produção científica; e órgãos de padronização.

Acesse a íntegra do livro Tecnologias da Informação e Comunicação: competição, políticas e tendências

 

 

 
 

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