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12/03/2013 19:46

Números da agropecuária são apresentados em seminário

Produção pecuária do país cresceu 500% em 56 anos, e nos próximos dez, 44,2% da soja comercializada no mundo será brasileira


De 1950 até 2006 o rebanho bovino brasileiro cresceu 265,98%, enquanto a área de pastagem aumentou 47,50%. A produção pecuária no período se desenvolveu 535,49%, e a produtividade, 330,78 pontos percentuais. Os dados foram apresentados nesta terça-feira, 12, pelo pesquisador da Embrapa Geraldo Martha Júnior, durante o seminário Análise das projeções da agricultura brasileira, organizado e mediado pelo técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, José Eustáquio Ribeiro.

Os variados setores da pecuária são fortemente dependentes do ganho de produtividade, ressaltou Martha Júnior. Nos últimos anos, o equivalente a cinco territórios do bioma amazônico foi poupado em novas terras para uso de pastagem, devido o uso do ganho de produtividade, que consiste em criar com qualidade crescente o maior número de cabeças de gado em espaços que não aumentem ou aumentem pouco, evitando o desmatamento.

Com relação à taxa de lotação — a fertilização do solo —, a recuperação de pastagem é uma das soluções que mais contribuem para a produtividade do setor pecuário. Segundo Martha Júnior, a meta do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), é recuperar, de 2010 a 2012, 1,5 milhão de hectares de pasto por ano.

A carne bovina reduziu seu custo. Ganhos de produtividade expressaram a queda de preço da carne, atenuando pressões inflacionárias, o que gerou um significativo efeito-renda da demanda, e dinamizou outros setores da economia.

“O Brasil é a única potência produtiva de carne e commodities agrícolas que tem mais da metade de seu território preservado”, disse o pesquisador, ao fim de sua apresentação.

Tendências

José Garcia Gasques, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apontou em sua fala as tendências produtivas para a agricultura brasileira para os próximos dez anos. De acordo com cálculos que envolvem dados da Embrapa, Mapa, Conab, IBGE, e órgãos internacionais, Gasques afirmou que — graças à taxa anual de crescimento que vem sendo apresentada desde 2001, de 4,04% —, em 2023, o Brasil será responsável pela exportação de 44,2% de toda a soja comercializada no mundo, o que será aproximadamente 63,8 milhões de toneladas anuais.

Vários itens exportados hoje também terão crescimento no período projetado, como o algodão em pluma (58,7%), celulose (38,3%), milho (37,3%), açúcar (36,4%), leite (33,3%), soja em grão (29,5%), carne suína (29,2%), carne bovina (26,7%), suco de laranja (25,1%), carne de frango (22,4%), papel (15,1%), farelo de soja (14,5%) e óleo de soja (9,4%). Do quadro de previsão, ocenário positivo menos é o do café, que tem atualmente 26 milhões de sacas exportadas, e terá, em 2023, 27 milhões de sacas enviadas ao exterior, alta de apenas 1,9%.

 
 

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