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26/04/2013 18:33
Seminário debateu a formação profissional

Especialistas apresentaram versões preliminares de artigos em produção na rede de pesquisa "Formação e Mercado de Trabalho"

Créditos: João Viana
Qualificação da mão de obra foi discutida no evento
Resultado de uma parceria assinada entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (Ipea) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), foi realizado, nos dias 24 e 25, o 1º Encontro da linha Economia da Educação da rede de pesquisa "Formação e Mercado de Trabalho". O evento reuniu especialistas de diferentes instituições para debater versões preliminares de artigos em produção nesta  linha de pesquisa da rede.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e seus múltiplos arranjos e ações para ampliar o acesso à educação foi o tema tratado pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Ronaldo Coutinho Garcia. Segundo o pesquisador, desde 2003 o Governo Federal vem fazendo um esforço para aumentar a oferta da educação profissional e tecnológica no âmbito da União, além de financiar em volumes expressivos o equipamento e a expansão das redes estaduais. “Esta oferta deverá ser quintuplicada até o final de 2014”, previu.

Ronaldo ressaltou que um convênio firmado entre o governo e o Sistema S (Senac, Senai, etc), para que este torne gratuitos 65% de seus serviços até o final do ano que vem, vai proporcionar um aumento significativo no número de vagas aos trabalhadores. “Há também um aumento do ensino tecnológico à distância, liderado pelos institutos federais, que multiplica enormemente o alcance dessas políticas”, afirmou.

O coordenador de Educação da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Instituto, Divonzir Gusso, abordou o tema Ensino Médio e Ensino Técnico: divergência ou convergência?.  Fazendo uma análise histórica do tema, ele levantou questões sobre o atual aparelho educacional brasileiro e a necessidade de criação de um sistema que dê conta de resolver os problemas existentes na área.

A Rede
Coordenador da primeira rodada de debates, o diretor de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Feres, disse que a educação profissional ocupa hoje um espaço central no processo de desenvolvimento do país. “Com o Pronatec, o Brasil se estrutura para formar oito milhões de brasileiros em cursos técnicos e de formação inicial e continuada até 2014. Isso, segundo ele, evidencia, por um lado, a demanda, que é gigantesca, para dar sustentação ao processo de melhoria da produtividade e competitividade do país e, por outro lado, uma necessidade de inclusão social, já que muitos brasileiros não tiveram oportunidade de estudar e precisam agora de oferta de cursos técnicos e de qualificação profissional.

Feres destacou que o debate promovido pelo Ipea e ABDI auxilia o governo em um processo de reflexão sobre o que pode ser feito para ajudar a educação no país. A diretora da ABDI, Maria Luisa Campos Machado Leal, explicou que os estudos da rede de pesquisa são uma contribuição para o avanço em áreas estratégicas, o que auxiliará o país a vencer um desafio enfrentado pelas empresas: a qualificação profissional.

A rede de pesquisa Formação e Mercado de Trabalho está estruturada em duas linhas estudos – Economia da Educação e Economia do Trabalho. Seu objetivo é servir de instrumento para o enfrentamento do desafio de impulsionar a qualificação profissional de nível técnico e superior, particularmente em engenharias, descrito no Plano Brasil Maior (PBM).

Vídeo: técnico do Ipea analisa indicadores sobre a formação de engenheiros e cientistas no Brasil
Vídeo: Agência Ipea entrevista Ronaldo Coutinho, técnico do Instituto
Vídeo: entrevista da Agência Ipea com Marcelo Feres, do MEC

 

 
 

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