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12/12/2014 18:10

Beneficiários aprovam moradia do Minha Casa Minha Vida

Pesquisa apontou, porém, que a sensação de conforto nas casas não é a ideal, e o entorno e a localização têm inadequações

Em sua maioria, os beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida estão muito satisfeitos com suas novas moradias. Foi o que demonstrou a Pesquisa de Satisfação dos Beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida. A publicação, resultado de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Secretaria Nacional de Habitação (SNH), do Ministério das Cidades (MCidades), foi lançada nesta sexta-feira, dia 12, em Brasília.

Quando expostos à afirmação “estou muito satisfeito com a nova moradia”, a reação de concordância plena prevaleceu, gerando uma pontuação de 8,77 na média nacional. Da mesma forma, ao serem expostos à afirmação “mudar para essa nova moradia fez minha vida melhorar”, a concordância foi alta, resultando em uma avaliação de 8,62.

Contudo, de acordo com o estudo, o elevado grau de satisfação não implica uma aceitação total e sem indicações de pontos críticos ao PMCMV. As respostas apontaram uma melhora geral das condições de vida dos beneficiários, mas também sinalizaram que a sensação de conforto nas moradias não é a ideal, que o entorno e a localização dos empreendimentos têm inadequações e que, para algumas famílias, o custo de vida com despesas ligadas ao domicílio cresceu.

O lançamento do livro ocorreu com a presença do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Neri, do ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, e do presidente do Ipea, Sergei Soares. Também estiveram presentes a secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, o presidente da Federação Nacional de Serviço, Luigi Nesse, e o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF).

Metodologia
Realizada com o objetivo de contribuir para a disseminação de conhecimentos que contribuam para o desenvolvimento do Minha Casa Minha Vida, a pesquisa foi realizada via questionário, em 7.252 moradias do programa nas cinco regiões do país. “Este tipo de iniciativa é exatamente a razão pela qual o Ipea existe: fazer a avaliação de política e, em coordenação com o órgão que a executa, com vistas ao seu aprimoramento”, destacou Sergei.

Para o ministro Marcelo Neri, a pesquisa tem o mérito de trazer a visão do programa do ponto de vista do beneficiário, complementar à do gestor e à do pesquisador, revelando detalhes sobre a temperatura do imóvel, a vizinhança e a oferta de serviços públicos. Neri também apresentou dados nacionais sobre crescimento da satisfação com as moradias em geral, não apenas em habitações do PMCMV, e valorização dos imóveis em todo o país, especialmente entre os mais pobres. “A casa é o principal patrimônio das pessoas”, ressaltou.

O ministro Gilberto Occhi explicou que alguns dos problemas apontados pelos moradores já foram corrigidos na segunda fase do PMCMV. Para a elaboração da pesquisa, foi feita uma análise dos fatores que explicam as notas atribuídas pelos beneficiários do PMCMV, que consistiu em medir a influência de um conjunto de variáveis sobre a percepção de satisfação e a de melhoria do bem-estar. Os dados foram apresentados pela diretora de Desenvolvimento Institucional e Cooperação Técnica da SNH, Júnia Santa Rosa, pelo coordenador da pesquisa no órgão, Fernando Garcia, e pelo coordenador de Estudos Urbanos do Ipea, Cleandro Krause.

 
 

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