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01/01/2015 00:00
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DP 0165 - Domestic Saving and Investment Revised: Can the Feldstein-Horioka
Equation Be Used for Policy Analysis?

Adolfo Sachsida and Mário Jorge Cardoso de Mendonça / Brasília, January 2015

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Based on the relation between investment and domestic saving proposed by Feldstein and Horioka (1980) to verify capital mobility, this study performs some exogeneity tests in order to determine the capacity of the FH equation of supporting and implementing economic policies in Brazil. We then use the result of weak exogeneity test to identify a structural vector autoregressive (SVAR) involving investment and saving in order to evaluate the effect of exogenous shocks through impulse response functions (IRFs) on both variables. The main findings of this paper are: a) the elasticity of domestic saving estimated using appropriate methods points out to high capital mobility for Brazil; b) domestic saving is weakly exogenous in the FH
equation; c) domestic saving is not strongly exogenous, therefore this equation should not be used to make forecasts for the Brazilian economy; d) superexogeneity is accepted for domestic saving, meaning that Lucas’ criticism does not apply; and e) the IRFs showed that investment is sensitive to contemporaneous innovation on saving and this effect lasts for a long time. Regarding to domestic saving, the response of this variable to a non-expected shock on investment has a more is more complicate description. Initially domestic saving goes down. After some lags this movement changes and domestic saving begins to react positively to the shock.

Com base na relação entre investimento e poupança doméstica que deriva da equação de Feldstein-Horioka (FH), este estudo objetiva, a partir da aplicação de testes de exogeneidade, verificar de que maneira esta equação pode ser usada como instrumento na formulação de política econômica no Brasil. Numa etapa posterior, utilizam-se os resultados do teste de exogeneidade fraca para identificar um VAR estrutural (SVAR) e obter as funções de impulso resposta (IRFs) que derivam do modelo identificado. Quanto aos resultados referentes aos testes de exogeneidade temos que: a) a elasticidade da poupança doméstica estimada de acordo com metodologia apropriada acena na direção de uma alta mobilidade de capital para o Brasil; b) a poupança doméstica é fracamente exógena na equação FH; c) a poupança doméstica não é fortemente exógena na equação FH, o que significa dizer que não se pode projetar o investimento com base no valor condicionado da poupança doméstica a partir da equação FH; d) mostrou-se ainda que poupança doméstica é superexógena na equação FH, o que quer dizer que a crítica de Lucas não se aplica no caso da equação FH; e e) os resultados advindos das funções de impulso-resposta mostraram que o investimento é sensível a uma inovação contemporânea na poupança doméstica e que o efeito positivo permanece longo tempo. No que se refere à poupança doméstica, a resposta desta a um choque não esperado do investimento tem uma descrição um pouco mais complicada. Inicialmente a poupança doméstica sofre uma ligeira queda. A seguir, este efeito se aprofunda. Numa etapa posterior o quadro se reverte, passando a poupança doméstica a sentir um efeito positivo desse choque.

 

 
 

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