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TD 2122 - A Administração Pública Deliberativa: inteligência coletiva e inovação institucional a serviço do público

Daniel Tarragó, Quim Brugué e José Celso Cardoso Jr/ Brasília, agosto de 2015

 
 

A administração pública deliberativa é uma aposta política na transformação progressista e progressiva da administração pública, sobretudo em países como o Brasil, cujos experimentos acumulados de participação cidadã têm se destacado mundo afora. Neste texto, argumenta-se em favor da participação social como método de governo, buscando desarmar algumas das proposições frequentemente utilizadas para minimizar ou mesmo ridicularizar a participação social em processos de governo. Adicionalmente, defende-se a necessidade de reinventar a democracia, alertando para a falência das formas tradicionais de se fazer política e, consequentemente, para a incapacidade dos governos atuais em governar, bem como dos cidadãos em governar os seus próprios governos. Daí a necessidade de se recuperar a boa política como forma de superar a barbárie moral que tomou conta das relações políticas e das próprias administrações públicas no Brasil e no mundo. Por fim, trata-se de desenvolver novas capacidades administrativas, para que os governos sejam capazes de melhor comunicar os seus planos, objetivos e metas, tanto internamente como junto à sociedade. Para tanto, o texto estabelece os fundamentos desta nova proposta de governança da coisa pública: i) menos especialização e mais criatividade; ii) menos dados e mais filosofía; e iii) menos endogamia e mais diversidade. Em suma, propõe-se apostar nas habilidades relacionais (de natureza tecnopolítica) das novas gerações de dirigentes e servidores públicos em formação. Deve-se insistir também na capacidade de aprendizagem institucional decorrente tanto da inteligência coletiva já instalada em nossas repartições
públicas como das práticas participativas e deliberativas já em uso no interior destas.

Palavras-chave: administração pública deliberativa; república; democracia; desenvolvimento.

A Deliberative Public Administration is a political commitment to progressive and progressive transformation of public administration, especially in countries like Brazil, whose accumulated experiments of citizen participation has excelled around the world. Therefore, it is argued in favor of social participation as a method of government, seeking to defuse some of the propositions often used to minimize or even ridicule the social participation in government processes. Additionally, the need to reinvent democracy defends itself, warning of the bankruptcy of the traditional ways of doing politics and, consequently, the inability of the current government to govern, and citizens to govern their own governments. Hence the need to regain good policy as a way to overcome the moral barbarism that took account of political relations and the government itself in Brazil and worldwide. Finally, it is to develop new administrative capabilities so that governments are able to better communicate your plans, goals and objectives, both internally, as in society. Therefore, the text establishes the reasons for the proposed new governance of public affairs: i) less specialization and more creativity; ii) less data and more philosophy; iii) less inbreeding and further diversity. In short, betting on relational skills (of technopolitical nature) of new generations of leaders and public servants in training, but also in institutional learning capacity due to both the collective intelligence already installed in our public offices as of participatory and deliberative practices already in use inside the same.

Keywords: deliberative public administration; republic; democracy; development.

 

   

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