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TD 2295 - Três Padrões de Trabalho Juvenil: um estudo com metodologia mista sobre o trabalho em idades inferiores aos 18 anos no Brasil

Emerson Ferreira Rocha Brasília, abril de 2017  

 

Este texto aborda diferentes padrões de trabalho juvenil no Brasil, propondo uma tipologia baseada em análise de dados quantitativos e qualitativos. No primeiro momento, são estabelecidas quatro categorias de trabalho juvenil, com base na idade em que as pessoas começaram a trabalhar e na extensão das jornadas nesse primeiro trabalho. Através da aplicação de regressões lineares, mostra-se que o trabalho juvenil está associado a menores níveis de renda do trabalho durante a vida adulta – exceto pelo trabalho na adolescência –, em regimes de até vinte horas semanais. Por meio da análise de conteúdo de dados qualitativos, com suporte na aplicação do método Reinert, revela-se que essa última categoria de trabalho juvenil está também associada a uma orientação pedagógica, objetivando-se uma boa articulação entre trajetória escolar e transição para o mundo do trabalho. A análise de conteúdo também indica que, em alguns casos, o trabalho durante a infância; embora prejudicial ao desempenho escolar e econômico, ocorre em contextos de cuidado afetivo na família, diferença que precisa ser levada em conta para fins de desenho de políticas públicas. Os dados quantitativos utilizados são da pesquisa Aspectos Sociais da Desigualdade do Instituto do Milênio, em 2008. Os dados qualitativos provêm da pesquisa Radiografia do Brasil Contemporâneo (RBC) do Ipea (2016).

Palavras-chave: trabalho juvenil; trabalho infantil; trabalho na adolescência; renda; educação.

This paper addresses different patterns of early work in Brazil, proposing a typology based both in quantitative and qualitative data. We first distinguish four categories of early work in the basis of age started to work and hours worked weekly. Applying linear regressions to quantitative data, we find that early work is statistically associated with lower levels of income during adulthood, except for those who worked during adolescence for up to 20 hours a week. With content analysis supported by the Reinert Method, we find that this last category of early work is also associated with a pedagogical orientation attempting to edges off school to work transitions. The content analysis also indicates that, in some cases, the work during childhood, although detrimental for educational and economical achievement, takes place in a caring familiar environment, a difference that may be relevant for the aim of public policies design. The quantitative data is from a Brazilian national survey: Pesquisa sobre Aspetos Sociais da Desigualdade – Instituto do Milênio, 2008. The qualitative data is from the project Radiografia do Brasil Contemporâne, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 2016.

Keywords: early-work; child labor; adolescent employment; income; education. 

 

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