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12/05/2017 08:27

IDHM aponta que a desigualdade no país diminui em dez anos, mas persiste
Principais conclusões do Atlas de Desenvolvimento Humano foram discutidas na sede do Ipea em Brasília na última quarta-feira

 

IDHM aponta que a desigualdade no país diminui em dez anos, mas persiste
Principais conclusões do Atlas de Desenvolvimento Humano foram discutidas na sede do Ipea em Brasília na última quarta-feira

O lançamento do Atlas de Desenvolvimento Humano: Além das Médias, na última quarta-feira dia 10, reuniu representantes do Ipea, do PNUD e da Fundação João Pinheiro para discutir como a desigualdade no país se alterou entre os anos 2000 e 2010. Embora o balanço tenha sido positivo, apontando para a redução da desigualdade, ela ainda persiste. "Os indicadores rurais são muito piores que os indicadores urbanos. E quando a gente olha para sexo e cor, a cor é um conjunto de indicadores pior que o de gênero”, observa o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Marco Aurélio Costa.

Os resultados desagregados do IDHM em termos de sexo, cor e condição domiciliar – inovação em relação à última edição do Atlas – permitem uma análise mais completa das diferentes realidades da população, mas não bastam para compreender a desigualdade no país. "Têm particularidades nas macrorregiões brasileiras, nas diferentes unidades da federação e nos municípios que mostram que a desigualdade existe, mas que ela não é igual em todos os lugares", alerta Andrea Bolzon, coordenadora nacional do Relatório do Desenvolvimento Humano do PNUD.

A pesquisadora do Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro Denise Maia, observa que um dos elementos a se levar em conta é a reclassificação racial. "Você tem políticas afirmativas na década de 2000 que fizeram que as pessoas passassem a valorizar a cor preta, a  cor parda", aponta Maia. "Então se a pessoa achava importante ser branca e se declarava branca em 2000, agora ela se sente mais a vontade para dizer que ela é preta, que ela é parda".

Outro ponto de destaque é a diferença de rendimento de trabalho entre homens e mulheres, que de acordo com Marco Aurélio, ainda é muito significativa e não diminuiu o que se esperava. "Isso faz inclusive com que o IDHM ajustado, especialmente nos estados do Sul e Sudeste, supere o da mulher justamente por conta da renda do trabalho", coloca o técnico. "Então é uma situação paradoxal: as mulheres estudam mais, vivem mais, e no entanto, recebem menos pelo seu trabalho".

Marco Aurélio declara ainda que os dados mais recentes apontam uma tendência da redução da desigualdade para a próxima década. "Até 2014 os indicadores continuavam avançando", pondera. "A questão é saber se a gente vai manter esse ritmo de redução das desigualdades ou se a gente ficar estagnado numa situação ruim", conclui.

O IDHM é feito com base nos censos demográficos do IBGE. Você pode acessar a base de dados na íntegra através da plataforma online do Atlas. O relatório com a síntese dos resultados também está disponível neste link.

Confira a matéria completa sobre o lançamento do IDHM:
Grupos mais vulneráveis tiveram maior alta no desenvolvimento humano municipal

 
 

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