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08/12/2017 18:05

Evento e premiação do Ipea homenageiam Roberto Campos nos cem anos de seu nascimento

Os presidentes do Ipea e do BNDES, além do ex-ministro Ernani Galvêas e do professor Rubens Penha Cysne, participaram da solenidade no Rio de Janeiro

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou na quinta-feira (07/12), no Rio, o Prêmio Excelência em Pesquisa Roberto Campos, com a presença do ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas; do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro; e do diretor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), Rubens Cysne. Os palestrantes falaram de sua convivência com Campos, que é o idealizador e fundador do Ipea. 

O prêmio tem duplo objetivo: homenagear o ex-ministro Roberto Campos no centenário de seu nascimento e dar continuidade ao seu propósito de valorizar o pesquisador e a pesquisa em temas relevantes para o país, nas áreas econômica, social e institucional. A ideia é estimular a reflexão nacional, por meio de conhecimentos que subsidiem políticas públicas orientadas para a promoção do desenvolvimento econômico e social do país de forma sustentável.

Na abertura do evento, o presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, destacou a visão de futuro de Campos. “Ele tinha uma intuição econômica impressionante, o foco dele era acabar com a pobreza no Brasil”. Lozardo também destacou a determinação dos profissionais de pesquisa que têm o objetivo de ajudar a melhorar o país. “Eu estou muito feliz no Ipea, temos funcionários de alto nível e comprometidos com o país. Isso é a tradição do Ipea, engajamento para construir um país melhor.”

O ex-ministro da Fazenda Ernani Galvêas discorreu sobre fatos que marcaram sua carreira e a convivência com Campos. “O tempo em que me tornei diretor do Banco do Brasil, por indicação do Roberto Campos, foi um dos mais importantes da minha vida. Ajudei naquela época, uma época difícil, a incentivar a importação quando não se instalava uma indústria, quando não se fazia nada no Brasil. Nós tínhamos o comando sobre a indústria nacional, sob a orientação do Roberto Campos. Eu sinto uma grande satisfação em relembrar os momentos que trabalhei com ele, um grande orgulho de ter participado não só da história econômica, como da história do Brasil.”

Já o professor Rubens Penha Cysne, diretor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), ressaltou a importância do trabalho do Ipea e as ideias de Campos. “Recentemente, na fundação, nós também homenageamos o ministro Roberto Campos com o nome do prédio onde fica a Escola Brasileira de Administração Pública e Empresarial (Ebape). Porém, a grande homenagem, na verdade, são os fatos dos jornais, retratando a vida brasileira, que corroboram as ideias do ministro. É com grande satisfação que a FGV, tal como o Ipea, tenta manter o Rio de Janeiro com bastante ênfase na pesquisa acadêmica.”

Durante a sua fala, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, destacou aspectos do pensamento de Roberto Campos, como as ideias presentes no artigo A Teoria do Colapso, de 1974. E fez uma ponte entre as propostas de Campos e problemas enfrentados até hoje pelo Brasil. “A raiz do processo previdenciário seria tema para outro artigo de Roberto Campos, que diz respeito àquilo que, entre suas desventuras, a mais desaventurada foi: aquela em que ele levantava a bandeira de um capitalismo verdadeiramente popular. Acho que, à sua época, ninguém nem entendeu direito. Porque continuamos excluindo o povo da participação, de fato, no capital, e não só nos fluxos financeiros”, afirmou.

O presidente do BNDES reafirmou a importância da qualidade das pesquisas para instituições como o Ipea e o BNDES. “O Ipea existe para pensar o desenvolvimento, procurando contemplar o povo com ideias de gestão pública e saídas para o tema da pobreza, da má distribuição de renda e, agora, cada vez mais, da má distribuição do capital de oportunidades, do capital educacional e do capital físico”, finalizou.

Durante o evento, também foram homenageadas com medalhas as pesquisadoras Maria Andreia Lameiras, Rute Imanishi e Katia Rocha, pelos 20 anos de serviços prestados ao Ipea. A técnica de planejamento e pesquisa Ana Amélia Camarano, que completou 30 anos de trabalho no instituto, recebeu uma placa de homenagem.

 

 

 

 
 

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