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01/02/2018 17:36

Panorama Social da América Latina é apresentado em seminário no Ipea


Elaborado pela Cepal, o documento traz dados sobre pobreza, equidade de gênero, aposentadorias e envelhecimento da população nos países latino-americanos

Qual é o atual panorama de pobreza e desigualdade de renda nos países latino-americanos? Como isso afeta a dinâmica do mercado? De que maneira os sistemas de aposentadorias e pensões podem contribuir para a igualdade? Esses questionamentos são respondidos no Panorama Social da América Latina 2017, documento apresentado pela diretora da Divisão de Desenvolvimento Social  da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Laís Abramo, em seminário realizado pela Disoc do Ipea nesta quarta-feira, 31.

“Sabemos que a América Latina ainda é o continente com maior desigualdade social”, afirmou a diretora ao expor os dados. “Após mais de uma década de redução, os níveis de pobreza aumentaram. Em 2016, o número de pessoas em situação de pobreza chegou a 186 milhões. Já a extrema pobreza alcançou 61 milhões de indivíduos”, apontou. Desses, os mais afetados são crianças e adolescentes, o que põe em risco seu desenvolvimento e o exercício de seus direitos.

Aposentadorias
Entre idosos, no entanto, o índice de pobreza se apresenta menor graças ao sistema de pensões e aposentadorias, que são parte central dos sistemas de proteção social. Entretanto, para o perfeito funcionamento, é necessário haver um equilíbrio entre cobertura adequada, suficiência de prestações e sustentabilidade financeira.

Ademais, superar as desigualdades é um desafio fundamental para as aposentadorias, uma vez que ainda é notável a diferença salarial entre sexos. "A equidade na previdência requer cooperação intergênero. Nesse sentido, consolidar sistemas universais, solidários e sustentáveis é essencial para um pacto social para a igualdade", comentou Abramo.

Desafios
O subcontinente latino-americano passa por um fenômeno de envelhecimento da população. Segundo o Panorama Social, em 2040, pessoas com 60 anos ou mais serão mais numerosas que crianças e jovens até 14 anos. "A velocidade de transição demográfica na América Latina é muito maior do que foi na Europa. Então, os países têm menos tempo para tentar solucionar os problemas sociais", expôs a palestrante.

Abramo recordou que, felizmente, houve um aumento da taxa de assalariados, o que favorece a expansão da base contributiva da previdência. Muitos Estados, para tentar contornar a situação de aumento de idosos, apostaram em reformas nos sistemas de aposentadorias e pensões. Para ser efetivo, todavia, é preciso correlacionar cobertura, suficiência e sustentabilidade.

Confira a apresentação de slides do Panorama Social da América Latina 2017

 

 

 
 

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