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19/06/2018 17:09

Ipea realiza seminário sobre cooperação internacional para o desenvolvimento


Especialistas reunidos em Brasília destacam a importância de as instituições realizarem avaliações

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reuniu, no dia 15 de junho, representantes de diferentes instituições para compartilhar casos de sucesso de avaliação da cooperação internacional para o desenvolvimento. O diretor-adjunto de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Ipea, Edison Benedito da Silva Filho, explicou que, antes dos estudos de cooperação internacional produzidos pelo Ipea, havia um déficit de informações nessa área. "O governo federal, por meio de ministérios e outros órgãos, realizava muitos esforços de cooperação técnica, mas cada instituição tinha suas práticas de levantamento das informações."

O diretor-adjunto lembrou que, "neste primeiro momento de estudos, buscamos dar uma homogeneidade aos dados para construir uma base de dados forte para o país e podermos chegar ao objetivo final, que é fazer não só o monitoramento, mas a avaliação final da política pública". Armando Cardoso, analista de projetos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ressaltou a peculiaridade na cooperação internacional desenvolvida pelo Brasil, que se destaca tanto entre os países desenvolvidos quanto entre os em desenvolvimento. "Trabalhamos com as experiências e expertises nacionais. Elas são atendidas pelos profissionais e pesquisadores de instituições públicas e repassadas para os países parceiros. Isso nos coloca na posição de mostrar para os outros países o que desenvolvemos e como trabalhamos."

O técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e coordenador do relatório de Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi), João Brigido, acrescentou que a parceria com a ABC é indispensável para o Cobradi e garantiu que, nos próximos passos, "o Ipea passa a dedicar-se com mais ênfase na avaliação das políticas de cooperação internacional".

Emilia Bretan, da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação, destacou que existem as particularidades de cada país em termos de redes de cooperação, mas as angústias do processo avaliativo são as mesmas entre os parceiros. "A capacidade avaliativa é complicada tanto por parte de quem avalia quanto de quem demanda, mas o fato é que a rede tem crescido e o processo de avaliação também", explicou.

Confira as publicações do Ipea sobre o tema

 

 
 

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