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02/04/2019 18:33

Mais da metade dos trabalhadores brasileiros devem perder seus empregos para máquinas nos próximos 30 anos


Estudo do Ipea identifica quais ocupações correm mais risco e quais serão mais demandadas nas próximas décadas

Qual a probabilidade de máquinas ou robôs substituírem trabalhadores humanos no Brasil? Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta uma estimativa de quais ocupações correm mais ou menos riscos no mercado de trabalho, levando em conta o crescente desenvolvimento das tecnologias. Segundo a pesquisa "Na era das máquinas, o emprego é de quem? Estimação da probabilidade de automação de ocupações no Brasil", 35 milhões de trabalhadoresformais correm risco de perder seus empregos para a automação até 2050.

Diante desse cenário, o estudo alerta para o elevado nível de desemprego nos próximos 30 anos no país caso os profissionais e o Estado não se preparem. "O desafio está em buscar alternativas, garantir treinamento aos trabalhadores, em especial os menos qualificados, para que atuem em atividades com menor tendência de automação", avalia o coordenador de estudos e pesquisas em trabalho e desenvolvimento rural do Ipea, Aguinaldo Maciente.

As áreas com menos risco de serem afetadas pela automação são as que envolvem empreendedorismo, criatividade, análise, tomada de decisões estratégicas, cuidado humano e trabalho em equipe. O estudo destaca, ainda, que devem ser mantidas no curto/médio prazo as profissões associadas a valores humanos como empatia (assistentes sociais), cuidado (babás) e interpretação subjetiva (críticos de artes, por exemplo).

Além disso, novas atividades devem surgir a partir da automação. Segundo a pesquisa do Ipea, o desenvolvimento de novas tecnologias representa o advento de novas necessidades e, consequentemente, a criação de novas profissões associadas a supervisionar, manter e incrementar as tecnologias recém-introduzidas.

A pesquisa utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) - painel que cobre 97% dos trabalhadores formais no Brasil entre 1986 e 2017 e que tem por objetivo subsidiar políticas públicas do mercado de trabalho no país. A RAIS não cobre os trabalhadores informais (pessoas que trabalham com familiares não remunerados, trabalhadores por conta própria, autônomos e aqueles que não possuem carteira assinada), grupo que representa entre 39% e 41% da população ocupada do Brasil conforme estimativas do Ipea para o período 2017-2018.

Clique aqui para acessar o estudo completo

 
 

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