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31/07/2019 12:00
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TD 2495 - Política Energética no BRICS: desafios da transição energética

Luciano Losekann e Felipe Botelho Tavares, Brasília, julho de 2019  

 

O processo de transição para uma matriz energética com menor conteúdo de carbono apresenta particularidades quanto ao ponto de partida, à relevância das emissões do setor energético, aos objetivos e aos instrumentos utilizados pelos países. Com exceção do caso brasileiro, os países do BRICS contam com elevada participação de fontes fósseis na matriz energética. Analisando as tendências dos vetores da transição, percebemos que esses países ainda estão atrasados na difusão de renováveis em relação aos países líderes, mas os ganhos de eficiência associados à expansão de fontes modernas foram significativos. A China tem mostrado um forte compromisso para a redução de emissões, e a escala dos programas de ampliação de fontes renováveis é destacada. A elevada participação de fontes renováveis particulariza a transição brasileira, em que as novas fontes renováveis, eólica e solar, têm o papel de compensar a perda de participação da energia hidrelétrica. Índia e África do Sul combinam os objetivos de transição aos de inserção social por meio do acesso à eletricidade, e a abundância de recursos fósseis acarreta menor engajamento da Rússia com a transição. As complementariedades e as similaridades no processo de transição energética resultam em oportunidades de cooperação entre os países do BRICS, pois há muito espaço para uma estratégia conjunta de transição energética.

Palavras-chave: transição energética; BRICS; emissões de CO2; renováveis; eficiência.

The transition to a low carbon energy mix presents particularities regarding the starting point, the relevance of emissions from the energy sector, the objectives and instruments used by the countries. Apart from the Brazilian case, the BRICS have a high share of fossil sources in the energy mix. Analyzing the trends of the transition vectors, BRICS countries are still lagging behind in the diffusion of renewables vis-à-vis the leading countries, but the efficiency gains associated with the expansion of modern sources have been significant in the last 40 years. China has shown a strong commitment to reducing emissions and the scale of renewable energy programs is remarkable. The high share of renewable sources characterizes the Brazilian transition, where the new renewable sources, wind and solar, have the role of compensating for the loss of hydroelectric share. India and South Africa combine the transition goals to those of social inclusion through access to electricity. The abundance of fossil resources entails less engagement of Russia in the transition. Complementarities and similarities in the energy transition process result in opportunities for cooperation between the BRICS and there is much room for a joint energy transition strategy.

Keywords: energy transition; BRICS; CO2 emissions; renewables; efficiency.

 

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