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02/08/2019 16:41

Abertura comercial tende a reduzir desigualdade salarial dentro do mesmo setor


Estimativa está no estudo divulgado nesta sexta (2), pelo Ipea

A eventual abertura comercial brasileira reduziria a desigualdade salarial entre trabalhadores do mesmo setor. A projeção faz parte do estudo "Proteção efetiva e desigualdade intrassetorial", divulgado nesta sexta-feira (2), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os autores, Sergei Soares e Carolina Boch, analisaram os dados dos setores econômicos entre 2010 e 2015 – ano da última Matriz-Insumo Produto, utilizada para realizar os cálculos. O estudo é um dos primeiros a abordar o impacto da abertura comercial sobre a distribuição de renda entre trabalhadores de um mesmo setor.

Segundo o estudo, tarifas efetivas mais baixas levam a uma menor desigualdade, embora o impacto não seja muito grande. "Os impactos são pequenos, mas igualizantes. Isto é, com a abertura comercial, as desigualdades salariais dentro de um mesmo setor caem um pouco", afirma Sergei.

No levantamento, foi levada em consideração a tarifa efetiva de cada setor, ou seja, a proteção tarifária dada em toda a cadeia de produção. Foram consideradas também variáveis de controle, como a escolaridade dos trabalhadores. Os empregados mais qualificados e os menos qualificados têm seus salários afetados de formas diferentes.

Os trabalhadores com menor qualificação e baixos salários não seriam impactados pela abertura comercial pois seus ganhos são estabelecidos pelo mercado nacional ou regional, não pelo setor. Já os trabalhadores qualificados e com maior remuneração tendem a ter perda salarial, pois negociam no setor ou na empresa, o que permite que fiquem com a maior parte da renda do monopólio proporcionado pela proteção tarifária.

“Tanto uns quanto os outros ganham com a redução dos preços, levando a uma melhoria de bem-estar”, argumenta o pesquisador.

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