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08/11/2019 14:51

Ipea apresenta novo núcleo de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação


Debate realizado nesta quinta-feira (7) abordou o impacto do setor na economia. Centro terá como foco as áreas de saúde, educação e sustentabilidade

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reuniu diversos especialistas em ciência, tecnologia e inovação para um debate sobre a importância do setor no desenvolvimento nacional e sua estrutura de financiamento. O evento, nesta quinta-feira, 7, marcou o lançamento de um novo núcleo de estudos do instituto, denominado Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). Seu objetivo é atuar em conjunto com outras instituições para produzir e disseminar conhecimento sobre os impactos sociais e econômicos do avanço científico e tecnológico no Brasil. A ideia é que esses estudos tragam subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida das pessoas, especialmente em saúde, educação e sustentabilidade.

O diretor de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação e Infraestrutura do Ipea, André Rauen, ressaltou durante o evento que “a ciência e a tecnologia têm o poder de transformar as pessoas”. Por sua vez, a coordenadora do CTS, a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Fernanda De Negri, palestrou sobre o impacto da ciência e tecnologia para o desenvolvimento e realçou a influência da C&T no crescimento econômico e na produtividade, no aumento da longevidade e declínio dos custos de transporte.

O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz, mostrou as interações entre universidade e indústria, medidas por meio de publicações científicas conjuntas no Brasil. Ele apresentou uma série de dados, como o crescimento exponencial de 14% ao ano na co-autoria de artigos entre universidades e empresas desde 1980. As 10 universidades brasileiras responsáveis por 72% dos artigos em colaboração com as empresas de 2009 a 2018 foram UFRJ, Unicamp, Unifesp, UFRGS, Unesp, UFMG, UFPr, UFV e UFSC. Entre as 3.200 empresas pesquisadas que assinaram artigos em parceria com as universidades de 2015 a 2017, a Petrobrás responde por 13% da produção. E das 25 empresas com mais co-autorias com as universidades, dez são brasileiras e quinze multinacionais.

O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, discorreu sobre os desafios para a ciência brasileira e o financiamento da pesquisa, Ele disse que o valor total gerado pela pesquisa pública é entre três a oito vezes o valor do investimento, a taxa de retorno da maior parte dos projetos fica entre 20% e 50%, e 20% a 75% das inovações não poderiam ter sido desenvolvidas sem a contribuição da pesquisa pública (iniciada até 7 anos antes).

Esse também foi o tema da exposição da analista de Planejamento e Orçamento Priscila Koeller, que apresentou as estimativas do investimento federal em pesquisa e desenvolvimento (P&D), exceto pós-graduação, e citou a queda do orçamento para C&T nos anos recentes. Entre 2013 e 2018, essa redução foi de 37%. Na área da ciência, a infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Celina Turchi descreveu as pesquisas durante e após a epidemia do vírus zika. Ela ressaltou que, embora o vírus seja conhecido há muitas décadas, foi só a partir de 2010 que o crescimento entre os humanos disparou.

A pesquisadora Lygia da Veiga Pereira, do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da Universidade de São Paulo (USP), falou sobre os genomas do Brasil e destacou situações em que o estudo dos genes é fundamental, como em casos de câncer, ao utilizar uma determinada estratégia de quimioterapia a partir da genética do indivíduo.

Acesse o site do Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade

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