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13/11/2009 09:48

5ª Jornada avalia no Rio de Janeiro o papel dos bancos públicos

 

Exposições no segundo dia do encontro também abordaram defesa da concorrência e regulação no setor de energia

 

Foto: Alcyr Cavalcanti
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Marc Ivaldi (E) E Sergio Aquino participaram do debates no segundo dia da Jornada de Estudos de Regulação

O objetivo dos bancos públicos e estatais esteve no centro do debate nesta quinta-feira, segundo dia de debates na 5ª Jornada de Estudos de Regulação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os participantes assistiram também a exposições sobre a análise da eficácia da defesa da concorrência e o impacto da regulação no setor de energia.

O superintendente da área de Pesquisa e Acompanhamento econômico do BNDES, Ernani Torres, acredita que foi a atuação dos bancos públicos que ajudou o País a responder à crise internacional, com a concessão de crédito, importante instrumento de política industrial, regulação financeira e de política monetária. “O BNDES foi muito importante na crise porque garantiu que o impacto sobre a expectativa de investimento fosse pequeno, se comparado a outros países”, disse Torres, que também é professor da UFRJ.

O professor da PUC-Rio João Manuel de Mello abordou um modelo de estudo que evidencia a não competitividade dos bancos públicos em relação aos bancos privados. “Já a presença de um outro banco privado eleva bastante a concorrência”, disse Mello.

Uma função importante dos bancos públicos é o fomento à inovação, de acordo com o pesquisador do Ipea João De Negri. Para ele, a inovação tecnológica é um motor do desenvolvimento e, em um País ainda não completamente desenvolvido como o Brasil, os bancos públicos são essenciais para gerar P&D.

Subsídios
Já para o professor da UFRJ Armando Castelar, que também trabalha na Gávea Investimentos, o banco público já perdeu sua função de promover o acesso ao sistema ou de dar segurança aos usuários em relação ao sistema financeiro. Ele questionou também a política de subsídios, que às vezes prioriza empresas capazes de tomar crédito no mercado privado e até mesmo estrangeiro.

Com uma visão internacional, trazendo a experiência dos países desenvolvidos, Daniel Blume, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), questionou quão intervencionista deve ser o Estado. Independentemente da resposta, que vai ser diferente para cada realidade, o que se deve questionar, segundo Blume, é para aonde vão os subsídios dados pelo governo.

Também com experiência internacional, Marc Ivaldi, da Universidade de Toulouse (França), fez uma exposição sobre a análise da eficácia da defesa da concorrência. Com a visão brasileira do debate, ficaram Sergio Aquino de Souza, do Conselho Administrativo da Defesa Econômica (Cade), e Eduardo Pedral Fiúza, do Ipea.

Levando a discussão para o setor de energia, que vem sendo alvo de grande atenção após o pré-sal e, no caso da energia elétrica, após o apagão sofrido na última terça-feira no País, participaram Luiz Fernando Rangel, do Ipea, Humberto Moreira, da FGV do Rio, e José Feres, também do Ipea, na mesa Simulação de Impacto da Regulação no Setor de Energia.

Apresentacao Armando Castelar
 
Apresentação Ernani Torres
 
Apresentação João De Negri
 
Apresentação Daniel Blume
 
Apresentação Christiano Arrigoni, João Manuel P. Mello e Leonardo Rezende

Programação

 
 

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