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TD 0657 - Fluxos Migratórios, Desemprego e Diferenciais de Renda

Carlos Alberto Ramos e Herton Ellery Araújo / Rio de Janeiro, julho de 1999

O objetivo do artigo é chamar a atenção sobre a importância do desemprego aberto como variável capaz de ajudar a explicar os fluxos migratórios entre as unidades da Federação. Na literatura sobre o caso brasileiro, a movimentação de pessoas entre os espaços é explicada a partir dos diferenciais de renda. Esse tipo de abordagem apresenta uma certa fragilidade teórica, já que não leva em consideração as probabilidades de se encontrar emprego nas áreas com maior desenvolvimento relativo. Os dados evidenciam justamente que, à exceção das áreas de fronteira, os espaços com maior renda per capita são aqueles que apresentam as maiores taxas de desemprego. Não obstante não ter sido levada em consideração nos estudos sobre migração, na literatura econômica existe uma certa tradição dos modelos que levam em consideração tanto o nível relativo de renda como a taxa de desemprego. No artigo, utilizamos um modelo desse tipo, conhecido como modelos Harris-Todaro,para estimar a pertinência de introduzir, além da renda, a taxa de desemprego como variável capaz de ajudar a entender os fluxos migratórios no Brasil. Utilizando as PNADs de 1992 e 1996, além da Contagem Populacional, os resultados encontrados parecem ser alentadores. A esperança de renda,ou seja, a renda ponderada pela probabilidade de encontrar emprego, parece ser uma variável com elevado potencial para explicar os fluxos de população. A partir desses resultados, pesquisas posteriores podem aprofundar e sofisticar essa perspectiva teórica, desagregando as informações por gênero, idade, escolaridade etc.

 

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Surplus Labor and Industrialization

 
 

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