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TD 1120 - Índia-Mercosul: Perspectivas de um Acordo de Preferências Comerciais

Honório Kume, Guida Piani, Pedro Miranda / Rio de Janeiro, outubro de 2005

Em 2004, a Índia e o Mercosul assinaram os termos de um acordo comercial, com o objetivo de alcançar uma futura zona de livre-comércio. Em seguida, em março de2005, ambos trocaram listas de bens com cerca de 250 produtos contemplando reduções tarifárias. As tarifas aduaneiras ainda elevadas, a pequena participação do comércio bilateral no total e os índices de vantagens comparativas reveladas indicam a possibilidade de um aumento substancial no fluxo de comércio entre ambos. Este estudo mostra que nas listas de ofertas predominam produtos sem vantagem comparativa por parte de seu parceiro e com margens de preferência reduzidas, não se prevendo impactos significativos no comércio bilateral. Portanto, é necessário que as novas listas de oferta contenham produtos com vantagem comparativa e preferências elevadas. Por último, para o Mercosul, as negociações comerciais Sul-Sul não têm revelado dificuldades menores do que as enfrentadas no âmbito Norte-Sul. Em particular, a expansão do comércio preferencial Sul-Sul pode provocar um alto custo de ajustamento em setores intensivos em trabalho devido à similaridade das vantagens comparativas.

In 2004, India and the Mercosul signed a preferential-trade agreement, aiming at forming a future free-trade area. In March 2005, the new partners exchanged lists containing about 250 products for which the tariffs should be reduced. The high level of the import tariffs, the small participation of the bilateral trade in the total and the comparative advantage indicators point to the possibility of a substantial increase in the trade flows between the two partners. This study shows that the offers made include a large number of products with no comparative advantage on the part of the other partner and that the reductions proposed in tariff rates are insignificant. Thus, it’s not expected any major impact on the bilateral trade. Therefore, it is necessary that the new offers incorporate competitive products and higher margins of preferences. So far, the India-Mercosul trade negotiations, as well as other "South-South" initiatives, have not revealed themselves easier than the "North-South" ones. In particular, the increase in the "South-South" preferential trade can imply high costs of adjustment in intensive labor sectors due to the similarity of the comparative advantages of both parts.

 

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