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TD 0983 - Tipologia Socioeconômica das Famílias das Grandes Regiões Urbanas Brasileiras e seu Perfil de Gastos

Fernando Gaiger Silveira, Beatriz Bertasso, Luïs Carlos Garcia de Magalhães / Brasília, outubro de 2003

A elaboração de uma tipologia socioeconômica das famílias metropolitanas brasileiras e a análise dos perfis de gastos e de recebimento desses grupos familiares são os principais resultados do presente trabalho. Para tanto, valeu-se da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 1995-1996 realizada pelo IBGE, que abrangeu os onze principais centros urbanos do país, representando, na época, 29,5% da população nacional.Utilizou-se a família como unidade de investigação, uma vez que são as famílias o locus de decisão quanto ao consumo, sendo este definido em razão das características sociais, econômicas e demográficas da família. Assim, selecionaram-se 24 variáveis que, grosso modo, retratam o nível de renda da família, as características da pessoa de referência, a qualidade do domicílio, o tamanho e a composição da família e a importância dos gastos alimentares. Aplicou-se a esse conjunto de variáveis o método de análise fatorial/componentes principais, chegando-se a cinco componentes, os quais respondem por 58,6% da variância total das variáveis. Cada um desses fatores/componentes sintetiza um aspecto socioeconômico e demográfico das famílias, tendo sido assim designados: riqueza, tamanho das famílias, idade do "chefe" e da família, dependência e padrão alimentar. Em um segundo momento, aplicou-se o método de classificação - cluster analysis - aos valores dos cinco fatores, identificando-se, então, dez grupos familiares - grupos estes distintos uns dos outros e representativos das famílias metropolitanas brasileiras.Verificou-se a presença de perfis de gastos e de recebimento bem definidos, tendo em conta as características de cada um dos grupos. Conforme o esperado, os grupos familiares pobres apresentam elevada participação dos gastos com alimentos básicos, transporte urbano, remédios e fumo, enquanto nos grupos de maior renda, destacam-se os gastos com habitação, serviços públicos, planos de saúde e, quando contam com significativa presença de crianças e adolescentes, com educação. Por outro lado, nos grupos familiares em que há uma maior presença de idosos, destacam-se os gastos com a saúde e com a alimentação no domicílio. No que concerne ao recebimento, prevalecem, nos grupos pobres, os rendimentos oriundos do trabalho de empregado e do de conta-própria, enquanto nos grupos de maior renda, os rendimentos de empregador e provenientes de aplicações financeiras encontram-se bem acima da média dos grupos. Quanto às transferências, especialmente, as aposentadorias se destacam nos grupos familiares com "chefes" idosos. Assim, cabe destacar que, além da renda, o tamanho da família, a sua composição etária e a idade do "chefe" são extremamente importantes na definição do padrão de consumo das famílias.

 

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